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História de Caraguatatuba
A Fundação de Caraguatatuba tem suas origens nos anos de
1653/1654, quando João Blau, capitão-governador da Capitania
de Nossa Senhora de Itanhaém (1653-1656) da qual era
donatário a Condessa de Vimieiro, fundou a Vila de Santo
Antonio de Caraguatatuba. Não conhecendo de sua longa
existência, por volta de 1770, o governador da Capitania de
São Paulo, determinou ao comandante do destacamento da Vila
de São Sebastião que fizesse erigir uma povoação na paragem
chamada Caraguatatuba, juntando para ela todos os moradores
que pudesse, delineando o lugar para a Casa de Câmara,
cadeias e mais edifícios públicos, visto que já existia a
Igreja para a exaltação a Santo Antonio.
Em 1806, graças a uma correição pelas Vilas Marinhas e a
dar-se crédito ao administrador da Capela, a Vila de Santo
Antonio de Caraguatatuba ficou conhecida como "Vila que
Desertou", mudando-se seus moradores para outros lugares.
Após a correição, a Vila não só ressurgiu como progrediu,
tornando-se freguesia pela Lei n° 336, de 16 de março de
1847, elevada à categoria de município com a promulgação da
Lei n° 581, de 20 de abril de 1857. O município foi
instalado em 23 de novembro de 1857. Em 30 de novembro de
1947, através da Lei n° 38, Caraguatatuba foi elevada à
categoria de Estância Balneária. A Comarca foi criada em
1959 pela Lei n° 5.282 e instalada em 23 de setembro de
1.965.
Origem do nome
Alguns autores, ensinavam que os indígenas Tamoios que
viviam no Litoral Norte, assim denominavam CARAGUATATUBA por
que a planta bromeliácea CARAGUATÁ, também conhecida por
Pita, abundante na região. fazendo surgir "CARAGUATÁ" e
"TUBA" que significa grande quantidade. Todavia, conforme o
ensinamento de JOÃO MENDES DE ALMEIDA, o nome CARAGUATATUBA
é corruptela de CURA-GUAT-ATYBO, que significa " Enseada de
Altos e Baixos", por ser dita e apresentar enseada em muitos
lugares, parcéis e cômoros de areia.
Fazenda dos Ingleses
Abrigando famílias de estrangeiros instaladas em casas de
alvenaria, dentro de uma Área inicial de 4.020 alqueires, a
Fazenda de São Sebastião era conhecida por Fazenda dos
Ingleses. Em 1927, a Fazenda dos Ingleses provocou mudanças
no quadro geral da situação de Caraguatatuba. Sob certos
aspectos essas mudanças foram por ela mesmo administradas;
sob outros, foram por elas provocadas:
• Aumento significativo da População do município
• Especialização da mão-de-obra na agricultura
• Aumento representativo da atividade artesanal comercial
• Incremento do Comércio dentro e fora da região
• ExpanSão dos meios de comunicação rapidamente
• Respeitável aumento da Receita Pública Municipal, Estadual
e Federal
Para seu divertimento, os ingleses construíram quadras de
tênis, campos de golfe e pólo. Também jogavam cricket. No
campo de futebol chegaram a disputar campeonatos com 30
times. Jogavam pingue-pongue e assistiam documentários no
cinema da fazenda.
A Fazenda dos Ingleses foi o principal fator de
desenvolvimento da cidade até a chegada dos turistas. Era
uma das três maiores do gênero na América do Sul. Uma via
férrea interna, que chegou a ter 120 quilômetros de extenSão,
transportava as frutas para o porto, no Rio Juqueriquerê,
onde havia um cais de 100 metros. Dalí, os produtos,
principalmente bananas, seguiam para os navios atracados no
canal de São Sebastião, de onde iam para Londres.
Por volta de 1946, no final da II Guerra Mundial, a fazenda
retomou a produção de cítricos, voltando ao mercado inglês e
sobreviveu por mais 20 anos dessa cultura, apesar da
decadência paulatina. Com a catástrofe de 1967, metade da
fazenda ficou debaixo da lama. A retomada das atividades só
ocorreu na década de 90, quando a Pecuária Serramar instalou
um projeto pecuário de alta tecnologia no mesmo local, ainda
em atividade.
Tromba D'Água
Caraguatatuba ficou mundialmente conhecida pela dramática
catástrofe ocorrida em 18 de março de 1967, quando uma
tempestade de poucas horas provocou centenas de
deslizamentos nas vertentes escarpadas da Serra do Mar. A
serra avançou sobre Caraguatatuba despejando milhares de
toneladas de lama e Vegetação. Mais de duas décadas após a
maior tragédia já ocorrida no Litoral Norte Paulista,
Caraguatatuba recuperou-se e cresceu. A dor deu lugar ao
esforço de reconstrução, os turistas retornaram, a vida
voltou ao seu curso normal.
A cidade é hoje o centro mais populoso e importante
comercialmente em todo Litoral Norte. Apesar dos
desentendimentos entre os políticos, o povo de Caraguatatuba
realizou um esforço de reconstrução e marketing turístico.
Um bom exemplo é o texto publicado pelo jornal "Folha de São
Paulo" em 2 de fevereiro de 1968: "Caraguatatuba volta a
sorrir. A cidade já esqueceu a catástrofe do ano passado e
experimenta nesta temporada, um movimento desusado de
turistas, superando até mesmo as espectativas dos mais
otimistas hoteleiros e comerciantes".
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